— Caminho Vocacional

Como Eles Fizeram

08 de Agosto de 2020 por Irmã Jomaína Araújo

Cada vocação é o olhar de Cristo. Convidamos você a rezar sua vida como chamado de amor de Deus. #AndréoMartirdaCruz

Em comunhão com a Igreja do Brasil, que há quase 40 anos, vem celebrando e  rezando todas as vocações no decorrer das semanas de agosto, nós, Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, convidamos você jovem, a rezar sua vida como chamado de amor de Deus e a corresponder esse amor, assim como “Eles fizeram”.

Cada vocação é o olhar de Cristo. Ele continua voltando seu olhar de amor e misericórdia sobre outros tantos  Pedros, Andrés, Clélias, Mateuses, Felipes, que no hoje da história, se colocam no caminho de busca e discernimento da vocação. Deixe-se olhar por Jesus e ouse fixar o  olhar no d’Ele.

 

Momento orante VOCACIONAL

André, o Mártir da Cruz

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

REFRÃO ORANTE: Quem por mim perde a vida. Por mim. Este, sim, a encontrará e há de viver. Viverá para sempre (Frei Telles)

 

REFLETINDO A VOCAÇÃO

(Cateque do Papa Bento XVI em 14 de junho de 2006 – Adaptado)

A primeira característica que em André chama a atenção é o nome: não é hebraico, mas grego, sinal de que não deve ser minimizada uma certa abertura cultural da sua família.  O irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João e seguiram Jesus. Encontrou primeiro o seu irmão Simão, e disse-lhe: "Encontramos o Messias" que quer dizer Cristo. E levou-o até Jesus" (Jo 1, 40-43. Portanto, foi o primeiro dos Apóstolos a ser chamado para seguir Jesus. André e Filipe, os dois apóstolos com nomes gregos, servem como intérpretes e mediadores deste pequeno grupo de Gregos junto de Jesus. Jesus diz aos dois discípulos e, através deles, ao mundo grego: "Chegou a hora de se revelar a glória do Filho do Homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto" ( Jo 12, 23-24). A minha morte na cruz originará grande fecundidade: o "grão de trigo morto", símbolo de mim crucificado, tornar-se-á na ressurreição pão de vida para o mundo; será luz para os povos e para as culturas.

Uma tradição sucessiva, como foi mencionado, narra a morte de André em Patras, onde também ele sofreu o suplício da crucifixão. Eis o que o Apóstolo dissera naquela ocasião, segundo uma antiga narração (início do século VI) intitulada Paixão de André: Ó Cruz bem-aventurada, que recebestes a majestade e a beleza dos membros do Senhor!... Toma-me e leva-me para longe dos homens e entrega-me ao meu Mestre, para que por teu intermédio me receba quem por ti me redimiu. Salve, ó Cruz; sim, salve verdadeiramente!".

Nós devemos aprender disto uma lição muito importante: as nossas cruzes adquirem valor se as  aceitamos como parte da cruz de Cristo e se iluminadas pelo reflexo da sua luz.

 

MADRE CLÉLIA

(Cartas de Clélia Merloni, Vol. II – Carta 3, p.69)

“Que fez este humilde pescador, quando ouviu as palavras de Cristo, que quem não carrega a sua cruz e não renuncia a si mesmo não pode ser seu discípulo?  Jesus Cristo revela-lhe os sofrimentos do apostolado, o cárcere, as perseguições, a morte.  Condenado a morrer crucificado, foi, sem demora, conduzido ao lugar do suplício.  Suspenso na cruz e de lá dominando a multidão que acorrera ao seu suplício, ele julga estar sobre a mais importante cátedra do mundo para evangelizar aquele povo. Acredita que não existe  meio melhor para proclamar a cruz do que estando sobre ela. André morre conforme seu desejo, como num leito de honra, como digno lugar tenente dos exércitos de Jesus Cristo, como autêntico mártir, feliz por testemunhar com sua morte a glória da Cruz do Salvador, e ensinar assim aos homens o amor ao sofrimento e as privações.

 

REZANDO A VOCAÇÃO

Texto Bíblico  Lc 9, 18-24

Certo dia, 18 Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19 Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20 Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21 Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

 

REFLEXÃO

  • Quem é  Jesus para mim?
  • Quais são as cruzes presentes na minha vida?

 

ORAÇÃO VOCACIONAL

Sagrada Família de Nazaré, desperta na nossa sociedade a consciência do caráter sagrado e inviolável da família, bem inestimável e insubstituível. Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz para as crianças e para os idosos, para quem está doente e sozinho, para quem é pobre e necessitado. Jesus, Maria e José a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos. Amém (Papa Francisco, Angelus, 29 de dezembro de 2013)